eBook Visibilidade e consumo da informação nas redes sociais, Elizabeth Saad Corrêa
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VISIBILIDADE E CONSUMO DA INFORMAÇÃO NAS REDES SOCIAIS 

por el autor   Elizabeth Saad Corrêa


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ISBN: 9789897291685
Tema: Informática - Computación e Internet
Editorial: Formalpress
Fecha publicación: 2016
Idioma: Portuguese
Formato electrónico:  EPUB  (5484KB)

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eBook US$ 5.56
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Reseña

O jornalismo acabou!! De uma forma ou de outra eu tenho ouvido isso nos últimos anos. Confesso que nunca consegui ter um ponto de vista próprio. Em tempos de timeline , a impressão que temos é que o jornalismo tradicional quer entrar em nossa timeline da mesma forma que o jornal impresso fazia em nossas vidas no passado. Esse livro organizou as coisas na minha cabeça e me fez concluir que o jornalismo não acabou, o que acabou foi o velho jornalismo, atropelado pelo novo ser humano, protagonista nas relações sociais, detentor de nova tecnologias e dono do seu próprio nariz. Aprendi que o campo de batalha dessa nova realidade tem por base as mídias sociais e que produção de conteúdo nos tempos atuais é algo intimamente conectado com visibilidade, entretenimento, diálogo e instantaneidade.  No meio do tiroteio de informação que vivemos, nós damos apenas cinco segundos de chance para algo capturar o nosso interesse. Parece que não temos mais tempo em nossas vinte e quatro horas diárias, sempre existe algo ao alcance que parece mais interessante. Uma pesquisa analisou o consumo de notícias pelos norte americanos e concluiu que dois terços deles usam o Facebook para ler notícias. É a timeline que determina o conteúdo do que consumimos e ela é montada dinamicamente pelo algoritmo da rede social em função do que as pessoas gostam de ler. Cada vez consumimos mais do mesmo. Entregamos o que lemos ao acaso, digerindo notícias efêmeras e irrelevantes. Estamos diante de uma nova capa de jornal. As mídias sociais, muitas vezes, são vistas pelos veículos de mídia como prolongamentos dos sites jornalísticos. Ledo engano, elas agora são o meio onde tudo acontece, talvez por isso a audiência desses portais vem caindo dia a dia. Tudo isso é muito perturbador. Já não existe mais controle sobre a audiência. Vivemos uma abundância de escolhas sem precedentes. As organizações precisam ter consciência de que há curadores de conteúdo tão ou mais influentes que os veículos oficiais , e isso subverte algumas coisas. Somos todos produtores de conteúdo. Somos todos comunicadores. Somos todos jornalistas.  Estamos diante de uma sociedade que se expressa com opiniões, que reclama seus direitos, que participa da vida pública, que compartilha suas histórias pessoais e experiências, estando conectada o tempo todo através de múltiplas telas. Ninguém espera pelas coisas. Vivemos a época do aqui e agora. Por isso falamos tanto em engajamento e diálogo, que ironicamente traz desafios, como alguns veículos de comunicação que parecem mais preocupados em administrar a relação com seus consumidores leitores do que criar conteúdo de qualidade. O jornalismo tradicional continua produzindo o jornalismo para a massa, enquanto as pessoas querem consumir informação individualizada aos seus interesses, nos meios de sua preferência e no momento que bem entenderem. Como produzir um jornalismo individualizado? Como produzir informação exclusiva para cada um de nós? Infelizmente as redações de veículos tem pouca diferenciação no que produzem, já que quase tudo que produzem seguem suas pesquisas de opinião, quase sempre visando o aumento de audiência. Existe um abrandamento da fronteira entre informação e entretenimento. No final tudo fica parecido e a diferenciação inexiste. Um jornalismo mais útil ao cidadão implica em originalidade, profundidade e exclusividade. Estamos falando de entregar mais valor para o consumidor, numa era em que jornalismo, relações públicas, propaganda e publicidade se misturam. O desafio transcende o jornalismo e o marketing, ele inclui todas as organizações, que precisam repensar as suas estratégias de comunicação e relacionamento com a sociedade e seus consumidores. Também é preciso repensar a forma como trabalhamos, como construímos as nossas relações, desenvolvemos conhecimento, estruturamos hierarquias e tomamos decisões dentro do mundo do trabalho. E, não menos importante, as escolas estão diante de uma oportunidade única para se reinventar. O ecossistema em que vivemos possui uma nova dinâmica de poderes, exigindo um nova cultura e o uso intensivo de tecnologia. É preciso entender os novos modelos de comunicação na era em que vivemos, onde influência, popularidade, reputação e visibilidade fazem a diferença. O livro é uma especial viagem sobre tudo isso, gera desconforto mas abre horizontes, ao final você concluirá que a complexidade é muito maior do que imaginamos. Tendo esse livro em mãos, eu assumo que você é um estudante, pesquisador, profissional ou curioso no tema comunicação. E aí? Você está pronto para lidar com essa transformação? Boa viagem! 

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